A universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE divulga nota esclarecendo que NÃO está conivente com os grupos informais que promovem “pesca seletiva, pesca preventiva e pesca com premiação".
Em Nota de Esclarecimento, a Assessoria de Comunicação da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE repudia a suposta associação da Instituição à grupos que promovem a captura indiscriminada de tubarões através de práticas não previstas nos códigos de ética e conduta em vigor. Confira abaixo a Nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO DA UFRPE
"Entre o mês de julho
de 2012 até a presente data, têm sido divulgadas pela imprensa (jornais
impressos, internet e televisão) diversas matérias sobre atividades desenvolvidas
por grupos informais. Tais reportagens associam a Universidade Federal Rural de
Pernambuco – UFRPE às ações que promovem “Pesca Preventiva”, “Pesca seletiva,
Pesca preventiva com incentivo aos pescadores”, proposta de inserção de redes/telas
de “proteção”, além de estratégia de monitoramento paralelo ao realizado pelo
Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões – CEMIT, do Governo
do Estado de Pernambuco.
Deste modo, vimos
esclarecer que a UFRPE não tem por filosofia o estimulo de práticas que não
estejam estritamente definidas nos códigos de ética ou conduta e na legislação em vigor. Além disso,
informamos que também estamos fundamentados na Lei de Crimes Ambientais nº.
9.605/1998 e nas Instruções Normativas 05/2004 e 52/2005 do Ministério do Meio
Ambiente – MMA, que trata das espécies “ameaçadas com extinção”.
Igualmente, relatamos
que a UFRPE não pactua com as práticas de pesca divulgadas
por tais grupos informais, as quais descaracterizam a atividade definida na Lei
11.959 de 2009, Art. 8º que permite apenas a pesca para fins comerciais, de
subsistência, amador ou científico.
De acordo com o
decreto n° 26.729 de 17 de maio de 2004 é o CEMIT o único órgão empoderado para
tratar da problemática dos incidentes com tubarões no Estado de Pernambuco, sendo
a UFRPE membro efetivo do comitê, exercendo sua presidência. Portanto acrescenta-se
que as atividades de monitoramento de incidentes com tubarões no estado é papel
exclusivo do CEMIT.
Desta forma, a UFRPE
lamenta fortemente que o “monitoramento paralelo realizado com incentivo aos
pescadores locais”, promovido por grupos particulares tenha resultado na captura de exemplares de
espécies “ameaçadas de extinção.”
A UFRPE tem
contribuído para a conservação/manutenção da biodiversidade brasileira desenvolvendo
inúmeras pesquisas que subsidiam com dados a elaboração de normas que regem o
assunto no País, inclusive as citadas na presente nota. Assim, cumpre
esclarecer que a veiculação das matérias divulgadas na mídia sobre iniciativas
informais desenvolvidas ao arrepio da lei vigente, já trouxe prejuízo à questão
ambiental, não se devendo, entretanto associar essas ações e suas consequências
à UFRPE.
Assessoria de Comunicação da UFRPE."
Atitude inteligente da rural tirar o corpo fora desses comentários que tem gente da universidade apoiando isso de pesca preventiva com recompensa e pesca seletiva... onde já se viu pesca seletiva de tubarão?? E ainda mais próximo a costa que existem várias espécies, querem capturar uma ou duas especificamente, que técnica é essa? Vai borrifar ferormônio do bicho no anzol é? kkkkkkk Fala sério!!
ResponderExcluirImportante posicionamento. Embora a instituição seja a responsável por formar profissionais nas mais diversas áreas de atuação, ela não é culpada pelos atos que por ventura alguns dos seus filhos possam cometer. Filhos estes, considerados ingratos por grande parte da sociedade, quando infringem as leis vigentes.
ResponderExcluirLindo, aqui neste blog atualmente moderado os "ambientalistas" são lindos e o humanos são terríveis. Muito lindo.
ResponderExcluirGostaria de perguntar alguma informação sobre a foto de Renato Spencer que o Jornal do Commercio usou para divulgar a nota oficial da UFRPE sobre as pescas dos agressivos tubarões cabeça-chata Carcharhinus leucas que atacaram banhistas no 2º semestre 2012 e foram totalmente comidos pela sociedade civil praieira que se articulou. Sinceramente não acredito que o responsável pela reportagem que causou revolta nos comentários tenha sido Lessa CEMIT, Chico SBEEL, o sumido Hazin, etc.
Por favor vejam quanta desinformação o JC publicou junto com uma foto de tubarão-tigre que até o momento todos se perguntam no Facebook se alguém sabe onde/quando foi pescado. Com certeza não foi em Pernambuco recente. Ou é muito antiga ou é em outro estado... no Facebook falaram RN, mas sem credibiidade nem fonte.
http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/cienciamambiente/noticia/2013/02/20/ufrpe-condena-captura-ilegal-de-tubaroes-73975.php
Informamos que devido à comentários agressivos postados recentemente, realmente o blog passou a ser moderado. Isso não quer dizer que as opiniões dos nossos blogueiros não serão expressas, mas sim, que os comentários desrespeitosos terão publicação restrita.
ExcluirAs informações divulgadas pelo "Jornal do Comércio" NÃO são inconsistentes, como relata o blogueiro "tubaraonapanela". Compatibilizando as informações presentes na reportagem do jornal com as informações contidas na nota divulgada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, pode-se verificar que estas se encaixam perfeitamente.
ResponderExcluirPois é amigo moderador, meu blog teve 34.000 acessos mesmo sendo travado por milhares de sinalizações dos "green wash" em 2010.
ResponderExcluirBom, o que a SOCIEDADE PRAIEIRA PERNAMBUCANA se pergunta e bombou no Facebook é a origem da foto do tubarão-tigre enredado que foi usada na reportagem do JC na divulgação da "nota oficial" da UFRPE.
Alguém sabe onde/quando foi pescado o tubarão-tigre G. cuvier da foto?
Este assunto interessa aos pernambucanos, mas sem fontes só serve para confundir ainda mais esta já complicada situação, pois a população já sabe muito bem o que é tubarão cabeça-chata C. leucas.
A UFRPE não é a responsável pela publicação da imagem no "jornal do comércio", mas sim, pela nota veiculada para todos os jornais do Estado de Pernambuco. Desta forma, cabe a cada empresa (jornal) definir como será publicada a nota, seja no formato de matéria jornalística, seja na sua forma integral. A imagem publicada deve ser de domínio do JC e deve ter sido inserida para atrair os leitores, pois a imprensa necessita "vender" exemplares do seu jornal (notícia). Isso não significa que o tubarão tenha sido capturado em Pernambuco, nem mesmo que tenha sido recente a sua captura.
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